quarta-feira, 7 de julho de 2010

Os presbíteros – cooperadores dos bispos


O sacramento da ordem tem três graus: bispos, presbíteros (ou padres) e diáconos. Nos bispos está a plenitude do sacramento da ordem; padres são aqueles que são ordenados para auxiliar os bispos na sua missão:

«O seu cargo ministerial [dos Apóstolos/bispos] foi transmitido em grau subordinado aos presbíteros, para que, constituídos na Ordem do presbiterado, fossem cooperadores da Ordem episcopal [= dos bispos] para o desempenho perfeito da missão apostólica confiada por Cristo». (Catecismo da Igreja Católica, nº 1562).

Por isso não faz sentido um padre desligado do seu bispo nem da sua diocese. O padre não é um funcionário que faz serviços a quem lhe paga nem um agente por conta própria que actua onde e como bem lhe apetece:

«Onde quer que se encontre uma comunidade de fiéis, eles [os presbíteros] tornam de certo modo, presente o bispo, ao qual estão associados, de ânimo fiel e generoso, e cujos encargos e solicitude assumem […]. Os presbíteros só podem exercer o seu ministério na dependência do bispo e em comunhão com ele. A promessa de obediência, que fazem ao bispo no momento da ordenação, e o ósculo da paz dado pelo bispo no final da liturgia de ordenação, significam que o bispo os considera seus colaboradores, filhos, irmãos e amigos e que, em contrapartida, eles lhe devem amor e obediência.» (Cat. Igreja Católica, nº 1567).

Por serem cooperadores dos bispos são também irmãos entre si, estão ligados aos outros padres da diocese por fazerem parte de um mesmo "colégio", a que chamamos presbitério:

«Os presbíteros, elevados pela ordenação à Ordem do presbiterado, estão unidos entre si numa íntima fraternidade sacramental. Especialmente na diocese, a cujo serviço, sob o bispo respectivo, estão consagrados, formam um só presbitério.» (C. I. C., nº 1568).

Um padre está ao serviço de toda a diocese, como colaborador do bispo, que também é bispo de toda a diocese. Não está preso a determinado lugar ou serviço dentro da diocese, mas, em comunhão com o bispo, assume as tarefas que lhe são próprias onde a salvação das almas torna necessária a sua presença.

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